6 PRÁTICAS A SEREM EVITADAS PARA SEU CRESCIMENTO MINISTERIAL

Crescimento Ministerial: Nas diferentes denominações que existem no Brasil, obviamente, há ministérios que não se desenvolvem de forma clara. Esse desenvolvimento ministerial pode ser “medido” pela graça de Deus no ambiente de culto, pelo nível de comunhão da igreja, nível de conhecimento na palavra, que é a maturidade dos cristãos e pelo crescimento quantitativo de membros. Essa avaliação é de cunho particular, devendo ser feita por aqueles que estão envolvidos no próprio ministério avaliado. Nesse sentido, é na medida em que a mensagem de Deus é pregada em sinceridade e profundidade que o crescimento consequentemente acontece.



Nenhum dos apóstolos de Cristo manteve um ministério infrutífero e, por isso, também nós, não devemos esperar menos que isso para a nossa própria carreira ministerial.  Porém, para efetivamente alcançarmos esse objetivo existem práticas a serem evitadas e princípios a serem observados. Este pequeno artigo visa justamente expor o que devemos evitar e quais princípios se revelam nestas questões.

AS PRÁTICAS A SEREM EVITADAS REVELAM PRINCÍPIOS A SEREM OBSERVADOS

1. A falta na Oração: Não existe relacionamento com Deus sem oração. O líder que não ora está fadado ao fracasso pois viola um princípio da própria natureza humana. O livro de Gênesis revela que Deus criou o homem para manter um relacionamento com ele. Assim, é impossível fazer qualquer coisa para Deus sem ter a oração como pano de fundo.

Em Atos 1.14, antes de receberem o batismo com o Espírito Santo, os discípulos de Jesus aguardavam unanimemente em oração pelo revestimento de poder, para assim poderem efetivamente pregar o evangelho com autoridade. Sendo assim, podemos entender que sem oração não há poder de Deus e nem revelação da Palavra.

A consequência da falta de oração, em primeiro lugar, será a ausência de amor no coração do líder, seguida de uma pregação vazia de sentidos e sem nenhuma virtude de Deus. Jesus disse a seus discípulos: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito, com certeza está preparado, mas a carne é fraca” (Mateus 26.41)

2. Julgamento premeditado (não ouvir o outro lado): A igreja é um grupo social e, como em todo grupo social, questões contraditórias podem surgir. Por mais que seja certo escutar as pessoas pressupondo sempre sua sinceridade, devemos também, antes de tirar conclusões sobre qualquer assunto, escutar todas as partes envolvidas. A exemplo disto temos a própria lei judaica. Nela uma pessoa só poderia ser julgada se houvesse contra ela no mínimo duas testemunhas (Deuteronômio 17.6). 1 Timóteo 5.19 diz: “Não aceites acusação contra o presbítero, senão com duas ou três testemunhas”.

Por não terem o devido cuidado em tratar problemas relativos às relações interpessoais vários ministérios enfrentam crises e separações. Nesses casos, a sinceridade será o princípio basilar na resolução das dificuldades.

3. Restrição ministerial: Essa prática é comum em igrejas episcopais, onde os níveis hierárquicos são muito distintos (Pastores, diáconos, presbíteros, evangelistas, líderes de ministérios). O que caracteriza essa prática é o minar o desenvolvimento ministerial de seus membros por meio de restrições a pregação, evangelização, ministração de louvor ou qualquer atividade que possa promover o crescimento do outro. Tal prática normalmente se deve a insegurança da liderança, medo e, nos piores casos, desejo de perseguição.

O cristão maduro deve entender que uma batalha só é vencida por um bom exército. Consequentemente, um bom exército será composto por ótimos soldados que só serão bons se tiverem oportunidade de ter experiência de combate.

O exército do rei Davi era composto não de um soldado especial, mas de 300 valentes que, assim como ele, derrubaram gigantes e fizeram prodígios em guerra. Leia 2 Samuel 23. Assim como Davi, devemos entender que quem nos colocou em nosso posto foi Deus e se formos simplesmente fieis, justos e verdadeiros ninguém tomará o nosso lugar. Sendo assim, não há porquê sermos inseguros. O que Deus deu a você será seu, mas o que Deus deu ao outro será dele.

Nesse sentido, é melhor sermos o instrumento de Deus para fazer o outro chegar onde Deus quer que ele chegue do que ser pedra em seu caminho. As pedras são retiradas assim como Saul do caminho de Davi, mas os instrumentos que ajudam os outros em sua caminhada tendem a crescerem juntos.

O princípio revelado aqui é o que está em Marcos 12.31. O que quero para mim devo desejar para o próximo. Se quero um exército vitorioso, preciso de soldados mais que vitoriosos!

4. Indiretas no Púlpito (uso indevido do microfone): O púlpito foi feito para pregar a palavra de Deus e a pregação tem sentido tríplice: Exortação, Consolação e Edificação. Porém alguns pastores substituem o ato de pastorear pelas constrangedoras indiretas nos púlpitos. A indireta é algo totalmente antiético pois se refere a casos específicos e, por serem de tal natureza, precisam ser tratadas em particular, em uma conversa reservada com todas as partes envolvidas.

Um princípio interessante a se observar para entender se determinada opinião pode ser efetivada é analisar se a atitude a ser seguida pode ser universalizada. Devemos nos perguntar se todos podem realizar aquela ação. Neste caso, a indireta não é universalizável! Já imaginou se todos nós déssemos indiretas um para o outro? Se agirmos assim o princípio da sinceridade e da honestidade serão exterminados.

No entanto, para pessoa que tem o hábito de dar indiretas até esse texto será entendido como indireta, pois sua sinceridade já está longe dele há muito tempo. Todavia Provérbios 27.5 nos diz: “Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto”.

5. Deixar de cumprir com a palavra: Muitos ministérios estão se perdendo pelo fato dos líderes subestimarem seus liderados. Por mais que as pessoas que compõe nossas igrejas possam (talvez) não ter um nível de formação muito elevado elas ainda estão atentas ao que dizemos e principalmente ao que prometemos. Ser verdadeiro em tudo o que falamos é uma virtude que precisa se mostrar em práticas diárias. Por isso, tome cuidado com o que diz e principalmente com o que promete.

Se você tem dúvida sobre algo que precisa ser realizado em seu ministério, não faça promessas, pois ao fazer isso, você corre o risco de ter sua credibilidade comprometida se não cumprir com sua palavra. Mateus 5.37 nos exorta: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna”.

6. Falta de otimismo: Nesse ponto você provavelmente vai pensar: “Nesse eu não perco! Sou mais que otimista!” Isso pode até ser verdade, mas quero falar sobre outro tipo de otimismo, um otimismo que defenda seu próprio chamado. Temos que manifestar claramente que cremos que fomos vocacionados por Deus e, por isso mesmo, precisamos valorizar nosso próprio ministério!

O melhor lugar é o que você está e isso simplesmente pelo fato de Deus lhe permitir estar ali. Isso não significa que as outras igrejas não são de Deus, mas sim que você realmente acredita em seu chamado para aquele lugar. Sendo assim, manifestar isso não é errado, mas uma glorificação a Deus!

Se você tem uma célula, igreja, banda ou qualquer outro ministério é preciso efetivamente crer no que Deus vai fazer através dela por meio de palavras e atitudes. O Apóstolo Paulo, em muitas de suas cartas, faz defesa de seu próprio ministério: “Deus me chamou e me separou para ser seu apóstolo, a fim de que eu anuncie a boa notícia do evangelho de Deus” (Romanos 1.1b).  Anime às pessoas com relação ao seu ministério por meio do poder de Deus, por palavras e também atitudes que expressam a vivacidade daquilo que Deus te deu.

Há ainda muitos outros princípios a serem observados, mas dado a caráter do suporte utilizado (Blog) vamos nos limitar aos princípios já mencionados e retomaremos o assunto em um artigo futuro. Que Deus possa nos ajudar a seguir todos os princípios necessários a chegar na justa medida que Ele já definiu para nós e que as práticas que nos levaram ao erro só sirvam como aprendizado para aconselhamentos futuros.