PROBLEMAS NA IGREJA: COMO SE RELACIONAR COM ELES? 

Em uma tarde de sol deste verão, estava com minha mãe tomando um sorvete em uma sorveteria localizada na avenida principal do meu bairro. Depois de alguns minutos, enquanto tomávamos o sorvete, uma senhora entrou no local e se pôs a conversar comigo. Havia muitos anos que não via àquela senhora, pois a mesma congregou comigo em minha época de adolescente e agora disse estar afastada da igreja.   

Assim que começamos a conversa, logo pensei que seria uma ótima oportunidade para a convidar a fazer uma visitar à minha igreja. No entanto, ao passo que falávamos sobre as coisas de Deus, ela também se queixava muito da igreja. Em sua exposição, pude perceber certa mágoa com as lideranças ministeriais que conheceu, mágoa com a forma de atuação social da igreja e até mesmo a forma com que   algumas questões doutrinárias são conduzidas. 



Quando converso com alguém que tenha essa mentalidade procuro sempre o que aprender com a situação. O resumo de suas maiores questões eram: Porque devemos entregar o dízimo nas igrejas? Para fazer enriquecer pastores? Porque a igreja evangélica adora tanto a Jesus? Não seria Deus a quem nós devemos adorar? Por qual motivo eu teria necessidade de frequentar uma igreja assim? 

Desta forma, conversamos sobre esses pontos durante mais ou menos duas horas. Esse tempo foi o suficiente para que eu lhe esclarecesse algumas de suas dúvidas.  

Porém, neste tipo de caso, somente a intervenção divina terá o poder de abrir a mente e o coração da pessoa novamente para Deus. Se puder ore por ela, seu nome é muito parecido com “Flor”. Ore pela “Flor”, cite esse nome em suas orações e Deus irá entender exatamente quem é esta pessoa. 

Bom, agora vamos rapidamente às questões de “Flor”: 

PORQUE DEVEMOS ENTREGAR O DÍZIMO NA IGREJA? 

Alguns ministérios tem como referência o texto de Malaquias 3 para defender a entrega de dízimos e ofertas. Porém, se formos fazer uma análise bíblica veremos que o dízimo precede as ordenanças relacionadas à Lei. Em Gênesis 14.20, muito antes da instituição da Lei, lemos que Abraão entregou o dízimo daquilo que havia conquistado.  

Abraão não era obrigado a entregar o dízimo, mas o fez por gratidão a Deus. Ele o fez como um momento de adoração a Deus pela vitória sobre seus inimigos.  

Tenho um amigo pastor que possui vários bordões na “manga” e um deles é o seguinte: “O dízimo antes de uma obrigação é um direito de benção!”. No entanto, eu proponho algo diferente. Para mim, o dízimo é uma expressão da liberalidade de nossos corações, da nossa intimidade com Deus, da nossa gratidão pelos seus feitos. O dízimo é a consequência de um relacionamento íntimo com Deus. 

Ser fiel nos dízimos não é uma questão de obrigação, mas sim uma prova de nossa “excelência” em sermos gratos. Assim, quem ama a Deus não retém, mas ao entregar seu dízimo reconhece que 100% de tudo o que tem pertence a Deus.

Da mesma forma, se entregarmos o dízimo por uma obrigação nossa devoção a Ele não será sincera. Nesse sentido, nos resta a pergunta: Será esse o relacionamento íntimo que Jesus tinha em mente conquistar por nós morrendo naquela cruz? 

Lógico que não! Deus quer que andemos em sinceridade, do contrario nada faz sentido. 

E por qual motivo você deve entregar o dízimo em sua própria igreja? 

Para mim essa é uma questão ética. É na igreja em que congregamos, ministramos e somos ministrados que devemos entregar o dízimo. Não por uma obrigação, mas porque é justo! 

PORQUE A IGREJA EVANGÉLICA ADORA TANTO A JESUS? NÃO SERIA DEUS A QUEM DEVEMOS ADORAR? 

Quando “Flor” me falou isso imaginei logo alguma proximidade dela com os “Testemunhas de Jeová”, pois é exatamente nisso que eles acreditam. No pensamento deles Jesus não passa de um profeta, mas a verdade é que a Bíblia dos Testemunhas de Jeová é alterada em todos os textos que mencionam a divindade de Cristo.  

Não foi difícil esclarecer esse ponto a “Flor”. Sem perca de tempo, a lembrei do início do livro de João: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. (João 1.1

Este Verbo é Jesus. Assim, Jesus é Deus e por isso é digno de todo louvor e adoração.  

Da mesma forma, Isaías 9.6 diz: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.  

Não são esses atributos de Deus? Claro que sim! Jesus é Deus! Ele é parte de Deus e os dois são um! 
 

PORQUE DEVEMOS FREQUENTAR A IGREJA? 

A Bíblia nos exorta a sermos imitadores de Cristo. A palavra cristão significa pequenos cristos ou igual a Cristo. Paulo escreveu: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” (1 Coríntios11:1)  

E outra vez disse: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;” (Efésios 5:1

Jesus é o exemplo a ser seguido. Ele estava sempre em comunhão com outros e amava estar na casa do Pai. Leia Lucas 2.41-49

Existem outros argumentos que poderia aproveitar para este tema, mas o exposto já é o suficiente.

CONCLUSÃO 

A igreja terá sempre alguns problemas, mas a graça de Deus vai além de todas as questões que possamos ter entre nós. Servir a Deus é sinônimo de amar o próximo. Amar não porque ele é bom, mas porque Jesus, sendo infinitamente melhor que nós, se entregou por cada vida humana que habita esse mundo. Desta forma, assim como Ele, devemos fazer o mesmo! João 15.9 diz: “Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós, permanecei no meu amor”. É o amor de Deus em nós que nos faz amar, suportar, ajudar, levantar, melhorar e exortar o próximo.

O resumo de todo este texto está em um único versículo da Bíblia: “Tudo o que aprendi se resume nisto: Deus nos fez simples e direitos, mas nós complicamos tudo”. Eclesiastes 7.29 (Nova Tradução na Linguagem de Hoje).